A Comunicação como ferramenta para sair da crise

Nadando contra a corrente

Em períodos de crise econômica, muitas empresas se vêm compelidas a reduzir custos e é muito comum que comecem pelas áreas de Comunicação e Marketing, priorizando a Produção e as Vendas.

Este foi o cenário no Brasil nos últimos anos. Mas a economia já deu sinais de melhora e este é o momento ideal para virar o jogo. A crise abriu espaços para que empresas fortes ou ousadas conquistem notoriedade, destacando-se da concorrência, fidelizando e conquistando clientes.

Crise e oportunidades

Grandes administradores ensinam que toda crise esconde oportunidades.

Na Comunicação não é diferente. As marcas que continuaram anunciando e se relacionando com o público, mesmo enquanto o desemprego crescia, empresas fechavam portas e sumiam da mídia, solidificaram laços de confiança com clientes e consumidores.

Para as que se intimidaram, ainda dá tempo de reagir e aproveitar algumas vantagens.

Em tempos de crise, como a maioria das empresas recua nos seus investimentos, as que anunciam possuem maior poder de negociação de espaços na mídia. Quem tomar esta iniciativa agora ainda pode conseguir bons descontos.

Anunciando em mídia off-line

Com as promessas da mídia on-line – falsas ou não – ao oferecer canais de comunicação de baixo custo e grande alcance, muita gente desacreditou da mídia off-line.

Já são poucos os jornais e revistas impressos e é comum vermos dispositivos de mídia exterior vazios. Este fator foi agravado pela crise econômica que fez com que os anunciantes recuassem nos seus investimentos em comunicação.

Mais uma vez, para quem tem o dom de converter crise em oportunidade, este pode ser o momento ideal para anunciar. Os preços de veiculação ainda estão mais acessíveis e as empresas que optarem por anunciar poderão mostrar que superaram a crise e emergiram dela mais fortes.

E, sabemos, nada como a mídia off-line para conferir prestígio a uma marca. Mesmo que não seja um outdoor triplo na chegada do aeroporto, mídia exterior é sempre muito legal e soma muitos pontos para a reputação de uma marca. O mesmo vale para um bom anúncio nas revistas de cada segmento.

Anunciando em mídia on-line

As mídias on-line vieram para democratizar a Comunicação? Sim e não. Sim porque pequenas empresas familiares conseguem ter uma página comercial, falar do seu produto, contar sua história. Não porque o que começou de forma gratuita hoje não acontece sem investimento e sem uma boa gestão.

Para uma empresa ser percebida de forma confiável na Internet, conquistar público, clientes e consumidores – além do seu círculo de familiares e amigos – precisa começar já com um bom Programa de Identidade Visual, um site eficiente com design diferenciado, responsivo, escrito com linguagem adequada ao usuário e programado para ser encontrado por meio dos mecanismos de busca. Nada disso é muito fácil e foge bastante do prometido “faça você mesmo”.

Quanto às redes sociais, cada vez mais é o conteúdo que importa. Simplesmente postar fotos de produtos ou serviços repletos de adjetivos não funciona. E como saber que tipo de conteúdo interessa para o seu cliente? Qual a linguagem adequada para comunicar-se com ele? Como segmentar e patrocinar seus posts para que eles apareçam para as pessoas certas?

Mais cedo ou mais tarde, empresas sérias que pretendem crescer precisarão de uma agência. Começar com o “faça você mesmo” pode ser um erro difícil de consertar depois. O ser humano gosta do que é familiar, do que está acostumado a ver. Muito tempo utilizando um logotipo ruim, por exemplo, pode trazer a falsa sensação de que ele é bom. Depois disso, mudar significa sair da zona de conforto, o que é sempre difícil.

Criatividade e design como diferencial

Como vimos, investir em Comunicação e Publicidade em tempos de crise pode ser uma excelente ideia e um ótimo negócio, ao contrário do que se pensa, pois significa mais destaque e menos investimento, ou seja, um maior ROI.

Mas existem condições para que isso funcione, seja em mídia on-line ou off-line. Não adianta ter o melhor espaço de mídia do mundo se seu anúncio não for criativo, interessante, bem resolvido em termos de design e se ele não passar exatamente a mensagem que pretende.

É aí que entra a agência, e, nessa hora não tem como resolver de forma não-profissional. Só quem estudou percepção, composição, marketing, teoria da forma, quem já treinou muito e tem a expertise do mercado para conseguir criar um anúncio ao mesmo tempo vendedor e que construa valor para a marca.

Como escolher a agência?

Um grande erro de empresas pequenas é escolher agências grandes. Todo cliente quer ser tratado como rei e vai ser difícil ter agilidade no atendimento do seu job se você tem uma confeitaria, por exemplo, e a sua agência está atendendo um banco, ou uma montadora.

E é mais fácil para uma agência pequena atender um cliente grande do que para uma agência grande atender uma empresa pequena, pois agências menores são flexíveis, maleáveis e crescem junto com seus clientes.

Então, é preciso pesquisar, conhecer portfolios, conversar, pedir propostas e prestar muita atenção na sinergia que vai acontecer – ou não – nas reuniões iniciais, antes de fechar contrato.

O entrosamento entre cliente e agência é fundamental para a fluidez dos trabalhos. Desde a compreensão da identidade da marca até o resultado de cada job, passando pelos briefings, tudo depende dessa sinergia.

Deixe uma resposta

Seu e-mail não será publicado.

*